Nobody’s Home

Personagens e lugares pertencem à X-men™

Fanfic MATURE (acima de 16 anos)


NOBODY’S HOME


Preto e Branco.

Azul, quando os olhos estavam abertos. Vermelho sangue nos lábios, sempre. E diversos tipos de cinza. Em tudo.

Havia o passado. E motivos de sobra para ter muitos vícios. E os gestos, o jeito de andar, a voz fria, a falta de fé, para alimentar esses vícios. No entanto, não havia nenhum. Só a tristeza.

E havia ele.

Seria um vício?

Não.

Podia viver sem ele, embora doesse. Mas já tinha tanta dor por dentro. Seria apenas mais uma.

A respiração dele era calma. O peito subindo e descendo lentamente. Os olhos fechados.

Azul, quando estavam abertos.

A mão esquerda sobre a barriga. A direita sobre a pele da coxa dela. Quente. Por isso estava quieta e não se movia. Não queria acordá-lo. Não queria acordar a si mesma.

Tinha um destino. Não, uma missão. E essa coisa de destino/missão era uma droga. Na maioria das vezes estava resignada. Mas também havia revolta. O dedo indicador da mão esquerda encontrou a cicatriz pequena na lateral da mão direita. Quebrara um espelho.

O que sete anos de azar poderia significar a alguém com tanta “sorte”? Sorte. Os lábios ─ vermelhos ─ se curvaram num sorriso irônico. A sorte existia, de fato. E ela tinha muita.

Mas, era sorte para quem afinal?

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