Personagens e lugares pertencem à Bleach™
Fanfic MATURE (acima de 16 anos), por conter cenas de sexo.
Personagens: Matsumoto Rangiku & Ichimaru Gin
Sinopse: Ela tinha um vício perigoso. Beber exageradamente sakê
FORA DE ALCANCE
Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro por fora
Há grandes raivas feitas de cansaços”
─ Fernando Pessoa in Ah, um Soneto
Anyone who have a love close to this
knows what I’m saying
Ela tinha um vício perigoso. Beber exageradamente sakê.
“A culpa é toda sua” Sussurrava já totalmente zonza para o ar vazio ao seu redor, como se ele pudesse ouvi-la. Os olhos azuis vidrados e embaçados tentavam fixar sem sucesso um ponto exato na parede a sua frente, mas se perdiam e rodopiavam enquanto sentia o enjôo subir até a garganta. E bebia mais. Muito mais. Até perder a consciência.
Não era de bom tom que ela tivesse esse tipo de atitude sendo a fukutaichou do Gotei X, mas não conseguia parar. Não que não houvesse tentado. Sim, tentara diversas vezes, mas ele não deixava. Ele não saía de sua mente, não a abandonava com aquele sorriso que assustava e hipnotizava ao mesmo tempo.
E doía muito. Todas aquelas lembranças da única pessoa que ela amara na vida. A pessoa que a ajudara, que estivera com ela depois que todo o resto do seu mundo desabou. Por isso bebia, para esquecer, para apagar, para conseguir dormir em paz à noite, para que parasse pelo menos por um tempo de doer tanto.
Anyone who wants a dream to come true
Knows how I’m feeling
Havia a escuridão que cobria todo o ambiente de negro. Havia a luz pálida da lua esgueirando-se pela janela. E havia os olhos dele. O coração dela bateu descompassado ao notar que ele a fitava de forma tão intensa.
A íris raramente visível tinha tons diversos que se misturavam de formas indefiníveis mudando de acordo com a iluminação dos lugares e a intensidade de seu humor. Àquela parca iluminação tinham a cor chumbo como um céu coberto de nuvens carregadas. Poderia também ser um reflexo de seus sentimentos sombrios, mas Rangiku não pensou nisso quando instintivamente ergueu a mão e tocou-o delicadamente no rosto.
Ele estava curvado diante dela, deitada no sofá do Gotei X, o rosto era uma máscara indecifrável, e ela o viu retrair quase imperceptivelmente ao toque dela, mas ele não se afastou. Entreabriu os lábios na esperança de perguntar o que ele fazia ali, mas ele aproximou-se mais, encostando o nariz no dela, fechando os olhos e suspirando como se travasse uma luta interna.
O gesto a deixou sem reação. Ficou imóvel, sentindo a respiração dele em sua pele. Os lábios finos estavam a milímetros e ela não pode deixar de imaginar como seria beijá-lo. Como seria o gosto daqueles lábios nos seus. Fechou os olhos, esperando o que ele faria. Esperando e tentando entender o objetivo dele em estar ali. Um suspiro triste escapou lento de seus lábios.
But everything more or less appears so meaningless
Blue and cold
Ele salvara sua vida quando ainda era muito jovem para entender a vastidão de seus poderes e encontrava-se caída num campo deserto quase à beira da inanição. Ele lhe deu comida, estendeu a mão, deu-lhe uma nova chance de viver. E sorrir.
Ao longo de muitos dias, que viraram anos, ele saía para buscar comida, ele fazia a fogueira que os aquecia a noite, ele treinava com ela para um dia serem alguma coisa na vida, ele ficava falando de seus sonhos grandiosos até que ela adormecesse, ele estava lá quando ela acordava. Ele e o seu sorriso, os olhos fechados, os cabelos cor de luar.
“Quando você faz aniversário Rangiku?” Ele lhe perguntara um dia qualquer.
“Quando eu conheci você?” Ela falou de forma espontânea, enquanto ajeitava com os dedos os cabelos ruivos e curtos.
“Por quê?”
“Porque eu não tive uma vida muito boa antes de te conhecer. Vou considerar como meu aniversário o dia em que te conheci. O dia em que minha vida realmente começou”
Eles não passavam de adolescentes nessa época. Ele pareceu constrangido e mudou de assunto. Ela já não podia mais imaginar uma vida sem ele.
All I can think of is you and me
O silêncio que os cercava só era quebrado pela respiração de ambos. Ela estava tensa daquela proximidade e daquele silêncio, daquela respiração quente em sua pele. Amava-o, não importava o quanto negasse, o quanto quisesse odiá-lo. Lá estava ele tão perto e tudo que ela podia pensar era que adoraria que ele a beijasse, que dissesse que a amava também, que a apertasse nos braços como se não pudesse viver longe dela.
Mordeu o lábio inferior amaldiçoando-se por não afastá-lo, por não ter forças para mandá-lo embora, para dizer que não o perdoava. Porque ali, sentindo-o tão perto, já o perdoara. E ele só podia ter notado isso, pois em menos de um segundo havia encostado a boca na dela de forma sutil. Em resposta, ela entreabriu os lábios esperando por mais, mas ele não a beijou.
“Rangiku” era um sussurro quente, baixo e grave na voz dele, vindo do fundo da sua alma. Seu nome dito dessa forma, com os lábios se roçando, fez com que todo seu corpo amolecesse. O coração bombeou um sangue morno em suas veias e os olhos ficaram úmidos. Não podia acreditar que aquilo estivesse realmente acontecendo. Uma esperança perigosa crescendo aos poucos em seu peito, como um raio de sol tímido por entre nuvens pesadas de tempestade.
Ele tocou o rosto dela. Os dedos longos estavam frios, mas eram os dedos dele e ela não se importou. Entreabriu os olhos, um filete de íris azul para poder fitá-lo. A manga negra das vestes de Taichou descansava sobre a pele desnuda de seu colo que o decote do quimono deixava à mostra. Os olhos dele estavam fechados, e ela aproveitou para observar aquele rosto. Aquele rosto que mudara tanto e que naquele momento ela via como o vira da primeira vez. Talvez esse tenha sido o seu maior erro, enxergando nele o rapaz bondoso que um dia a salvara. Ele nada mais tinha de bondoso. Há muitos anos que matara aquele rapaz dentro de si.
Anyone who felt like I do
Anyone who wasn’t ready to fall
A última vez que gritou o nome dele ao vento, sua voz já não tinha mais a mesma força. Estava rouca, a garganta doía tanto que os olhos estavam úmidos de lágrimas. Não era só pela dor na garganta.
Ele tinha sumido. Ele. Como ele poderia ter sequer imaginado a idéia de ir embora sem ela? Como ela viveria agora sem ele? Finalmente parou de chamar por ele, sentando-se no meio do campo vazio e deixando as lágrimas correrem livres.
Não sabia dizer por quantas horas ficou ali parada, olhando o nada, com os olhos embaçados e ardidos das lágrimas, as lembranças dos anos passados aos lado dele ardendo muito mais em seu coração. Os anos que se passaram foram os piores de sua vida. Se ela fosse pensar bem a respeito, e não gostava muito da idéia, foi a partir de então que aquela dor se enraizara em seu peito e nunca mais a deixara. A dor que desde sempre ele causara.
Mas algo dentro dela, que ela jamais conseguiria definir entre a magoa, a raiva, a dor ou a saudade, fez com que tomasse uma decisão. Iria continuar treinando e um dia faria parte da Sereitei. Seria alguém na vida. Mostraria pra ele que era forte, ele não iria destruí-la pelo simples fato de tê-la decepcionado e abandonado sem sequer um adeus.
All I imagine is heaven on earth
I know it’s you
Ele a beijou. Os lábios eram macios de encontro aos seus e o beijo foi lento a princípio. Porém muito menos doce do que ela imaginava. Tinha um gosto amargo de tristeza. Saudade. Maldade. Mas era o beijo dele e ela não se importou, deixando-se levar. Deixando os raios de sol ficarem cada vez mais largos entre as nuvens pesadas em seu peito.
Não tardou muito para que ele deixasse seu peso descansar sobre o corpo dela. Ela respirou fundo, o colo subindo e descendo lentamente enquanto eles ainda se beijavam, agora já com mais ardor. As bocas se perdendo uma na outra, as línguas se enroscando. Ela ergueu os braços para enlaçá-lo pelo pescoço enquanto ele levava ambas as mãos ao rosto dela, beijando-a com um desespero que ela correspondia.
As mãos dele desceram para a lateral de seu corpo, acompanhando suas curvas. As bocas não se separavam como se houvesse medo de que a magia do momento se quebrasse. Ela separou por fim a boca da dele apenas para soltar um gemido baixo quando ele puxou-lhe a faixa do quimono e ela sentiu a mão dele deslizar em sua barriga. Pele com pele. O toque dele era suave demais para ser de verdade. Para ser dele.
A respiração de ambos estava entrecortada. Ela prendeu a respiração quando ele baixou o rosto para beijar-lhe o pescoço e o colo, e quando afastou o quimono para rodear um de seus seios com a língua. Soltou o ar junto com um gemido quando finalmente ele englobou o seio com os lábios, sugando-o com um misto de delicadeza e força. Buscou a pele dele também, querendo retribuir o prazer que sentia, colocando a mão pelo vão do quimono negro, deslizando-a pelas formas dos músculos dele, sentindo a textura da pele.
Ele subiu novamente o rosto para beijá-la nos lábios. Aquele beijo amargo que fazia os sentidos dela se perderem. Aquilo tudo parecia um sonho bom e estranho. Ao mesmo tempo em que se entregava de forma apaixonada, algo em si doía. Algo no toque dele doía-lhe na pele, na alma. Algo em tudo aquilo parecia tão errado. Mas já não podia voltar atrás, já não conseguia mais raciocinar o suficiente para impedi-lo. Principalmente quando sentiu uma das mãos dele descerem para as suas coxas. Abriu-as instintivamente dando espaço para as carícias. Ele correu os dedos de leve pela parte interna das coxas dela, antes de acariciá-la por sob a calcinha. O coração dela batia descompassado, a respiração descontrolada e todos os sentimentos, embora muito embaralhados, lhe diziam lá no fundo da consciência, que algo estava muito errado.
I miss you so
“Gomenasai” Disse em tom baixo, um pouco vermelha e sem erguer o olhar. Pelas vestes da pessoa em quem havia esbarrado, era um fukutaichou e sentia-se ainda mais idiota por esse motivo. Tinha aquela mania boba e sonhadora de andar olhando ora para o chão, contando as pedras ou só observando o modo como o quimono negro balançava em seus pés, ora para o céu, observando a forma das nuvens, e não era a primeira vez que trombava em alguém. Porém nunca o fizera com alguém importante.
A pessoa, fosse quem fosse, não disse nada e isso só fez com que o rosto dela ficasse ainda mais vermelho. A vergonha era tanta que fez menção de se afastar, ainda se desculpando e sem coragem de fitar diretamente aquela pessoa.
Foi então que sentiu o toque suave em seu rosto, fazendo-o levantar-se. Ela ergueu realmente o rosto, mas os olhos ainda estavam no chão, envergonhada. Era tão nova na Sereitei que tinha medo de fazer qualquer coisa errada.
“Rangiku-san, você mudou muito pouco” Ela ergueu os olhos finalmente, de forma muito rápida. As pupilas dilatadas, a íris azul sobressaindo-se. Entreabriu os lábios em espanto. Não podia acreditar que era ele. Algo dentro dela doeu, pulsou, embaralhou tudo, formando um nó que parecia ter saído do estomago e agora se encaixava em sua garganta. Quando o choque passou, alguns ─ muitos ─ minutos depois, o que veio não era muito confortador. Uma confusão de sentimentos entre raiva, saudade, mágoa, alegria. Não sabia definir se tinha vontade de abraçá-lo, ou se queria dar-lhe um tapa.
“Gin” Ela murmurou o nome muito baixo e lentamente. Ele sorriu, tirando a mão do rosto dela. Ele colocou ambas as mãos dentro das mangas de seu quimono, como ela perceberia um tempo depois ser um hábito que ele havia adquirido ali na Sereitei.
“Em carne e osso” Talvez tenha sido a brincadeira, ou aquele sorriso irônico que nunca havia visto, ou a voz que tornara-se grave e um pouco fria. Os longos anos cheios de dor, mágoa e saudade emergiram nela em forma de uma raiva cega, sem controle. Sem notar, fechou o pulso e atingiu-lhe o peito enquanto seus olhos ficavam úmidos. A voz saiu fraca e trêmula.
“Como… como pôde Gin?” As lágrimas já corriam por seu rosto, livres, quando ela ameaçou bater nele de novo, mas ele foi mais rápido e segurou seu pulso com a mão, rodeando-o com força mas sem intenção de machucar. O sorriso agora era só uma sombra nos lábios finos fechados que compunham um semblante sério. “Por que Gin? Por que me deixou? Por que foi embora?” Ela soluçou, respirando fundo e tentando manter a calma. Ele soltou-a delicadamente e se afastou alguns passos.
“Eu tenho que ir Rangiku” A voz séria atingiu-a como um soco no estômago. Ele não esperou que ela dissesse mais nada e se virou, andando lentamente em direção contrária a que estava indo quando trombaram. Ela observou as costas dele se movendo, algumas lágrimas insistentes ainda escorrendo em seu rosto. Ali mesmo prometeu que nunca mais ele a veria chorar de novo. Iria superar aquela dor, iria esquecê-lo. Já era forte o suficiente para isso.
Anyone who ever stood in the light
Needs no explaining
A mão dele não encontrou obstáculo na calcinha de algodão, acariciando-a por baixo da mesma, sentindo-a úmida e quente em seus dedos. A boca tinha descido para os seios dela mais uma vez, sugando-os enquanto fazia movimentos circulares em seu clitoris e penetrava-a com um dedo, movimentando-o continuamente para dentro e para fora. Ela sentiu o sorriso dele na sua pele, quando gemeu mais uma vez e estremeceu inteira, a respiração totalmente descontrolada.
As mãos dela procuraram a faixa do quimono dele. De repente sentir a pele dele na sua era uma necessidade. Ele ajudou-a tirando a capa de taichou e abrindo o quimono, mas ele não deitou de novo sobre ela, como ela desejava. Antes, ele baixou o corpo próximo às pernas dela, e beijou-a no interior das coxas, subindo os lábios lentamente até alcançar a calcinha. As mãos ajudaram-no a tirá-la, e logo ela sentia a língua dele dentro dela, entrando, sugando, acariciando.
“Gin…” as palavras se perderam num gemido e ele pareceu entender, erguendo-se e tirando a última peça de roupa antes de deitar-se sobre ela de novo. Ela o acolheu de forma quente e aconchegante e um suspiro escapou dos lábios dele quando encostou o membro rígido no interior das coxas entreabertas dela. “… eu te amo” foi o que ela ouviu-se dizendo quando ele aproximou-se para beijá-la mais uma vez.
Ele parou na metade do gesto, os olhos abriram e ela não sabia definir o que havia naquelas íris cor de tempestade. O silêncio que se seguiu foi tão profundo que ela temeu que ele pudesse ouvir seu coração batendo descompassado e forte como se fosse pular pra fora do peito.
Everything more or less is looking so meaningless
And fades to grey
Ela achou que poderia ser fácil se ela se dedicasse em tempo integral aos treinos para tornar-se algo além de uma simples shinigami. E era. Mas havia as noites longas entre os dias de treino. Havia os horários de descanso, os dias de folga. E em todos esses momentos, havia ele atormentando-lhe a mente com lembranças dolorosas e frias. Começou a treinar mesmo nesses momentos, sem descanso, sem folga, sem noites de sono. Treinava tanto e com tanto esforço que quando parava finalmente, caí em um sono profundo tamanha exaustão física e psicológica.
Todo esse esforço não foi em vão. Ela não conseguira esquecê-lo de fato, mas em pouco tempo desde que entrara na Sereitei, foi promovida a fukutaichou do Gotei X. Ao menos um de seus objetivos havia sido alcançado. E sorria de novo, as vezes, quando mentia para si mesma ─ e para os demais ao seu redor ─ que o havia esquecido.
Mas isso se tornava muito difícil quando, em dias terríveis, o via em algum corredor da Sereitei. Alto, imponente, irônico. Os olhos sempre fechados e aquele sorriso assustador rasgando-lhe o rosto. Aquele sorriso que ela só passou a conhecer ali. Ele, compenetrado demais em seus planos grandiosos, sequer a fitava. Principalmente quando passou a usar as vestimentas de Taichou do Gotei III.
Ela por sua vez, tentava se conformar. Tentava esquecer. E bebia.
Anyone who loved like I do
Knows it never really happens at all
Ele fechou os olhos de novo e continuou o gesto que havia iniciado como se as palavras que ela proferira não tivessem realmente sido ditas. Ela se perguntava, enquanto os lábios dele deslizavam macios e lentos pelos seus, se o beijo seria mesmo daquela forma se ela não tivesse dito nada.
Ela gemeu quando o sentiu dentro de si. Uma sensação que jamais sentira, como se estivesse pela primeira vez em toda sua vida, completa. Suas mãos fecharam-se nos cabelos dele, os movimentos tornando-se cada vez mais sensuais e rápidos, os pensamentos desconexos. Nunca na vida experimentara sentimentos tão contrários. A paixão, o prazer, a dor e aquele gosto amargo, dolorido. Os gemidos e suspiros se misturaram de forma quase única quando atingiram o clímax e finalmente relaxaram nos braços um do outro, satisfeitos e cansados.
Havia um sorriso cansado no rosto de Rangiku enquanto ele descansava com a cabeça em seu peito, a respiração voltando ao normal aos poucos. Ela conseguia sentir o coração dele batendo rápido em sua pele e só aquilo fez com que o sol penetrasse completamente em seu peito, afastando todas as nuvens pesadas.
Não durou muito. Ele ergueu-se dos braços dela assim que a respiração voltou ao normal. Ela ─ no fundo sabia que ele acabaria indo embora mais cedo ou mais tarde. Aquilo era uma loucura. A íris azul fixou-se no teto, observando as sombras difusas dele se vestindo.
Ele se virou e ajeitou com delicadeza o quimono no corpo dela, fechando a faixa num laço perfeito. Ela não se moveu, apenas voltou o olhar para o rosto sério dele. Ele abriu pela última vez os olhos pra ela, aqueles olhos que trouxeram de volta as nuvens pesadas ao seu peito, a dor. E sorriu, sem nenhuma ironia ou sarcasmo. Era um sorriso espontâneo, quase bondoso. Levou a mão ao rosto dela, tocando-a com tanta reverência que os olhos azuis inundaram de lágrimas. Ele secou uma delas que insistiu em correr pelo rosto claro e se foi.
As outras lágrimas correram livres enquanto ela olhava fixamente para as costas dele se afastando, mais uma vez.
It’s over when it’s over
What can I do about it
E mais uma vez, ele a decepcionou. Todo aquele plano cruel com Aizen. O ataque ao seu Taichou e Hinamori. E agora lá estava ele indo embora, de novo.
“Adeus Rangiku. Sinto muito” Foram as suas últimas palavras, seguidas de um sorriso sarcástico e olhos cerrados. Sentia? Será que sentia mesmo? Talvez, mas os objetivos que ele tinha na vida eram maiores do que ela. Sempre tinham sido, sempre seriam. Ela era apenas um detalhe na vida dele, uma sombra, uma lembrança que se apagaria aos poucos.
Para ela restava a dor de perdê-lo, a dor de amá-lo, a dor de não tê-lo. A dor, que desde sempre, ele causara.
Now it’s all over
• FIM •
Notas:
1. O nome da Fic foi inspirado na música Out of Reach – Gabrielle, porquê para mim, é muito Rangiku/Gin.
2. A música que dá início a cada parte da fic é Anyone - Roxette. Sem traduções.

