Fora de Alcance

Personagens e lugares pertencem à Bleach™

Fanfic MATURE (acima de 16 anos), por conter cenas de sexo.


FORA DE ALCANCE


Anyone who have a love close to this
knows what I’m saying

Ela tinha um vício perigoso. Beber exageradamente sakê.

“A culpa é toda sua” Sussurrava já totalmente zonza para o ar vazio ao seu redor, como se ele pudesse ouvi-la. Os olhos azuis vidrados e embaçados tentavam fixar sem sucesso um ponto exato na parede a sua frente, mas se perdiam e rodopiavam enquanto sentia o enjôo subir até a garganta. E bebia mais. Muito mais. Até perder a consciência.

Não era de bom tom que ela tivesse esse tipo de atitude sendo a fukutaichou do Gotei X, mas não conseguia parar. Não que não houvesse tentado. Sim, tentara diversas vezes, mas ele não deixava. Ele não saía de sua mente, não a abandonava com aquele sorriso que assustava e hipnotizava ao mesmo tempo.

E doía muito. Todas aquelas lembranças da única pessoa que ela amara na vida. A pessoa que a ajudara, que estivera com ela depois que todo o resto do seu mundo desabou. Por isso bebia, para esquecer, para apagar, para conseguir dormir em paz à noite, para que parasse pelo menos por um tempo de doer tanto.

Out of Reach

Knew the signs
Wasn’t right
I was stupid for a while
Swept away by you
And now I feel like a fool

So confused,
My heart’s bruised
Was I ever loved by you?

Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn’t see
We were never meant to be

Catch myself
From despair
I could drown
If I stay here
Keeping busy everyday
I know I will be OK

But I was
So confused,
My heart’s bruised
Was I ever loved by you?

Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn’t see
We were never
Meant to be

So much hurt,
So much pain
Takes a while
To regain
What is lost inside
And I hope that in time,
You’ll be out of my mind
And I’ll be over you

But now I’m
So confused,
My heart’s bruised
Was I ever loved by you?

Out of reach,
So far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn’t see
We were never
Meant to be

Out of reach,
So far
You never gave your heart
In my reach, I can see
There’s a life out there
For me

Gabrielle

Anyone

 

Anyone who have a love close to this
Knows what I’m saying
Anyone who wants a dream to come true
Knows how I’m feeling

All I can think of is you and me
Doing the things I wanna do
All I imagine is heaven on earth
I know it’s you

Anyone who ever kissed in the rain
Knows the whole meaning
Anyone who ever stood in the light
Needs no explaining

But everything more or less appears so meaningless
Blue and cold
Walking alone through the afternoon traffic
I miss you so

Anyone who felt like I do
Anyone who wasn’t ready to fall
Anyone who loved like I do
Knows it never really happens at all
It’s over when it’s over
What can I do about it
Now that it’s over

Everything more or less is looking so meaningless
And fades to grey
Lying awake in an ocean of teardrops
I float away

Anyone who ever felt like I do
Anyone who wasn’t ready to fall
Anyone who loved like I do
Knows it never really happens at all
It’s over when it’s over
What can I do about it
Now it’s all over

 

Roxette

Completo, partiu.

Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava. Completo, partiu.

Caio Fernando Abreu

Uma bela mentira

Personagens e lugares pertencem à X-men™

Fanfic rated K+


UMA BELA MENTIRA


O rubi incrustado no belíssimo pingente em forma de fênix entre seus seios brilhava vermelho ardente como fogo. Muito mais vivo que os fios de seus cabelos e o scarpin em seus pés.

A elegância perfeita de suas roupas era cansativa. A escolha da maquiagem que deixava seu rosto suave demais ea voz cujos timbres nunca oscilavam, mantendo-se sempre serenos e doces, era irritante.

Pelo menos era o que muitos achavam. E ela sabia.

Tentava mudar, dizendo a si mesma que um copo de cerveja não faria mal nenhum, um tapa na cara demonstrando raiva não era nada demais e cair em lágrimas diante daquele que amava tanto e que preferira fios dourados, afinal, não poderia ser assim tão ruim.

Mas ficava só na promessa de ser menos controlada. Menos justa, menos calma, menos boba. E erguia a taça de vinho na altura perfeita para encostar os lábios no líquido doce que lhe dançava na língua enquanto pensava que ele enxergava os fios dourados em tons de vermelho. Vermelho.

A Beautiful Lie

♫ Lie awake in bed at night
And think about your life
Do you want to be different?
Try to let go of the truth
The battles of your youth
‘Cause this is just a game

It’s a beautiful lie
It’s the perfect denial
Such a beautiful lie to believe in
So beautiful, beautiful it makes me

It’s time to forget about the past
To wash away what happened last
Hide behind an empty face
Don’t ask too much, just say
‘Cause this is just a game

Everyone’s looking at me
I’m running around in circles, baby
A quiet desperation’s building higher
I’ve got to remember this is just a game

So beautiful, beautiful
It’s a beautiful lie ♫

30 seconds to Mars

Tão só, aos poucos

Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras. Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. Não foi.

Caio Fernando Abreu

Nobody’s Home

Personagens e lugares pertencem à X-men™

Fanfic MATURE (acima de 16 anos)


NOBODY’S HOME


Preto e Branco.

Azul, quando os olhos estavam abertos. Vermelho sangue nos lábios, sempre. E diversos tipos de cinza. Em tudo.

Havia o passado. E motivos de sobra para ter muitos vícios. E os gestos, o jeito de andar, a voz fria, a falta de fé, para alimentar esses vícios. No entanto, não havia nenhum. Só a tristeza.

E havia ele.

Seria um vício?

Não.

Podia viver sem ele, embora doesse. Mas já tinha tanta dor por dentro. Seria apenas mais uma.

A respiração dele era calma. O peito subindo e descendo lentamente. Os olhos fechados.

Azul, quando estavam abertos.

A mão esquerda sobre a barriga. A direita sobre a pele da coxa dela. Quente. Por isso estava quieta e não se movia. Não queria acordá-lo. Não queria acordar a si mesma.

Tinha um destino. Não, uma missão. E essa coisa de destino/missão era uma droga. Na maioria das vezes estava resignada. Mas também havia revolta. O dedo indicador da mão esquerda encontrou a cicatriz pequena na lateral da mão direita. Quebrara um espelho.

O que sete anos de azar poderia significar a alguém com tanta “sorte”? Sorte. Os lábios ─ vermelhos ─ se curvaram num sorriso irônico. A sorte existia, de fato. E ela tinha muita.

Mas, era sorte para quem afinal?

Nobody’s Home

I couldn’t tell you
Why she felt that way
She felt it everyday
I couldn’t help her
I just watched her make
The same mistakes again

What’s wrong, what’s wrong now
Too many, too many problems
Don’t know where she belongs
Where she belongs

She wants to go home, but nobody’s home
That’s where she lies, broken inside
With no place to go, no place to go
To dry her eyes, broken inside

Open your eyes
And look outside
Find the reason why (why)
You’ve been rejected (you’ve been rejected)
And now you can’t find
What you left behind

Be strong, be strong now
Too many too many problems
Don’t know where she belongs
Where she belongs

Her feeling she hides
Her dream she can’t find
She’s losing her mind
She’s falling behind
She can’t find her place
She’s losing her faith
She’s falling from grace
She’s all over the place

She’s lost inside, lost inside 

Avril Lavigne

O Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

 O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

 Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

 Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade